A linha do pensamento sai em desordem
cria paisagem e desdém
canta o sonho perdido
e deixa o desejo iludido.
O corpo que já não é mais corpo
A mão que desliza a esmo
O olhar que já não está mais lá
A boca que não quer mais beijar.
Enquanto o coração de pedra amolece
As lágrimas molham o travesseiro
Eu não sou mais eu
E você me diz que quem perdeu fui eu.
14 de fevereiro de 2014
12 de outubro de 2013
Era um dia cinzento, chuvoso, os
carros faziam filas nos faróis, buzinando. Um dia horrível. Ele escutava a
chuva pingar em minha janela. Dentro do quarto, ao contraria da movimentação da
rua, o silêncio era infinito. Os olhos ardiam, o corpo doía, e a mão escrevia
sem intervalo, estava até dura.
Na estante uma fotografia amassada, livros e decorações que trazia de suas viagens.
A máquina de escrever estava num canto, com uma folha inacabada e letras desordenadas.
Não fazia idéia de quanto tempo já estava ali escrevendo. O cigarro no cinzeiro
ainda soltava fumaça, o copo de uísque apenas com pedras de gelo derretendo. Levantou-se de sopetão e revirou o quarto procurando por
algo e logo reverberou pela casa um barulho e quando ela entrou, viu o corpo
dele embaixo de muitas roupas, o soluço baixinho e ele dizia repetidamente: “eu
não consigo, eu não consigo, eu não consigo”.
Tirou a arma de sua mão e viu que estava sem balas, ela havia retirado as balas
há muito tempo atrás, quando ele começou com a paranóia. Deitou-se ao lado dele,
chorando e repetindo: “eu não agüento mais, eu não agüento mais, eu não agüento
mais”.
6 de setembro de 2013
As
palavras que vem e vão
tem sabor de morango mordido ou de amora fresca, roubada da árvore, e o sorriso da menina que passa do seu lado e chama sua atenção, te faz lembrar dos versos descobertos na cama, quando você apalpa o caminho do pecado e aquele sorriso chega para te presentear mais uma vez.
“Estou pronta!” – penso. Mas pronta para o quê, exatamente? E a vontade de sair pelas ruas a sua procura é tão intensa que esquece o caminho percorrido e perde-se mais uma vez nas lembranças.
Sentada no banco da praça,
ela diz, à sua frente:
"Cheguei!"
Mas ao olhar só enxerga o sol te cegando
e o calor que se manifesta ardentemente.
As palavras que vem e vão,
os amores que vem e vão.
E é de se estranhar que o coração
sempre chama pelas mesmas vozes,
e é de estranhar que o rádio
toca as mesmas canções,
e você sempre a mesma a procurar.
tem sabor de morango mordido ou de amora fresca, roubada da árvore, e o sorriso da menina que passa do seu lado e chama sua atenção, te faz lembrar dos versos descobertos na cama, quando você apalpa o caminho do pecado e aquele sorriso chega para te presentear mais uma vez.
“Estou pronta!” – penso. Mas pronta para o quê, exatamente? E a vontade de sair pelas ruas a sua procura é tão intensa que esquece o caminho percorrido e perde-se mais uma vez nas lembranças.
Sentada no banco da praça,
ela diz, à sua frente:
"Cheguei!"
Mas ao olhar só enxerga o sol te cegando
e o calor que se manifesta ardentemente.
As palavras que vem e vão,
os amores que vem e vão.
E é de se estranhar que o coração
sempre chama pelas mesmas vozes,
e é de estranhar que o rádio
toca as mesmas canções,
e você sempre a mesma a procurar.
3 de setembro de 2013
17 de agosto de 2013
13 de agosto de 2013
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