gritos
de silêncio
...
...
...
escute!
é meu coração
batendo.
18 de março de 2016
1 de setembro de 2015
Hey, você!
Hey, você!
Enquanto andamos nas ruas lotadas
chovemos pensamentos desconexos
tentando viver uma vida que nos empurra
mecanicamente e sem proteção.
Hey, você!
Me espere e dê-me sua mão!
Descorra-me em ideias pragmáticas
ou leve-me para longe do barulho
ensurdecedor de sua voz.
Hey, você!
Ao tocar-me, respire fundo...
Feche os olhos e sinta as borboletas
passeando pelo meu corpo,
possuindo aquilo que te deseja.
Hey, você!
Gastei as salivas do meu pensamento
e nem sei mais para onde vou,
mas se você me acompanhar,
estaremos lado a lado nessa guerra.
Hey, você!
Vou espremer essas palavras e voar
tão longe que nem o satélite poderá me encontrar.
Não há ninguém do outro lado e me vejo no espelho
sem o reflexo daquilo que já fui.
Hey, você!
Saiba que eu sou outra pele,
outra loucura a caminhar nessa escuridão.
Eu vôo e vejo o mundo me absorvendo
e me despeço com o olhar.
(inspiração: Hey You, de Pink Floyd)
Enquanto andamos nas ruas lotadas
chovemos pensamentos desconexos
tentando viver uma vida que nos empurra
mecanicamente e sem proteção.
Hey, você!
Me espere e dê-me sua mão!
Descorra-me em ideias pragmáticas
ou leve-me para longe do barulho
ensurdecedor de sua voz.
Hey, você!
Ao tocar-me, respire fundo...
Feche os olhos e sinta as borboletas
passeando pelo meu corpo,
possuindo aquilo que te deseja.
Hey, você!
Gastei as salivas do meu pensamento
e nem sei mais para onde vou,
mas se você me acompanhar,
estaremos lado a lado nessa guerra.
Hey, você!
Vou espremer essas palavras e voar
tão longe que nem o satélite poderá me encontrar.
Não há ninguém do outro lado e me vejo no espelho
sem o reflexo daquilo que já fui.
Hey, você!
Saiba que eu sou outra pele,
outra loucura a caminhar nessa escuridão.
Eu vôo e vejo o mundo me absorvendo
e me despeço com o olhar.
(inspiração: Hey You, de Pink Floyd)
17 de agosto de 2015
o estranho me abraça
e eu nem vejo
me perco nas vias do olfato,
fato para se ver e se esclarecer
quero pregos
pregando
as bordas da parede bordô
cega me perco nas linhas
verticais do seu corpo
que me levam para além das flores,
além das dores
e os sonhos me caçam,
me enlaçam, me rimam,
me mimam.
venho aqui e procrastino
o espaço-tempo do meu morro.
sento e me vejo em toques.
ensurdeci no seu grito
morri no seu gemido.
e eu nem vejo
me perco nas vias do olfato,
fato para se ver e se esclarecer
quero pregos
pregando
as bordas da parede bordô
cega me perco nas linhas
verticais do seu corpo
que me levam para além das flores,
além das dores
e os sonhos me caçam,
me enlaçam, me rimam,
me mimam.
venho aqui e procrastino
o espaço-tempo do meu morro.
sento e me vejo em toques.
ensurdeci no seu grito
morri no seu gemido.
30 de abril de 2015
o socorro me aflige. e daí? tudo me aflige. seu asco me aflige. seu preconceito. sua má informação. sua violência. seu estatuto está todo errado. você não sabem quem sou, mas sei bens quem és. faz pouco caso com tuas leis. faz pouco caso com suas vidas. enquanto um corre, o outro persegue e todos saem feridos. ferido de alma. ferido de vergonha. ferido na carne. ferido no sangue que escorre em seus bueiros infectados de ódio. sou pleno dos meus direitos. tu corres para me tirá-los.
o medo me corrói. o medo da falta. o medo do excesso. o medo de imagens que invadem meus olhos sem pedir licença. o medo me abraça ao ver balas atingindo peles inocentes. paus voando em direção do nada e acertando o alvo. sou violentada de notícias desrespeitosas. de vidas sendo maltratadas. tenho medo daquele riso ridículo. tenho medo da falta d'água. medo de mais quatro anos. medo do ódio. das respostas. do vento.
queria escrever linhas mais alegres. queria sorrir mais. queria ter motivos de orgulho. queria ter menos vergonha de viver num lugar hipócrita. sinto-me enlutada pela educação. enlutada pela regressão que esse país passa a cada dia. enlutada pela saúde. enlutada pelos professores. pela vida.
1 de abril de 2015
Quem pensas que és?
Você não sabe quem sou,
para dizer que não mereço amar.
Você sabe o que é amar?
Você sabe o que é respeitar?
Sua religião não me domina
E seu Deus não é melhor que o meu
e ele me respeita
Enquanto você pede a violência
Eu respondo com amor
Enquanto você luta pela ódio
Eu respondo com generosidade
Enquanto você grita impropérios
Eu sussurro gratidão.
Gratidão por ser quem sou,
por ter pessoas que me amam,
por respeitar meu próximo.
E se você me nega respeito,
quem pensas que és?
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