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Mostrando postagens de 2017

o corpo sublime

o corpo flui
em toques,
suores, salivas.
o corpo é mapa,
tesouro escondido,
fonte de luz.
o corpo degusta,
rompe barreiras,
é livre.
o corpo é tesão,
sofreguidão
e volúpia.

o corpo sublime

o corpo flui
em toques,
suores, salivas.
o corpo é mapa,
tesouro escondido,
fonte de luz.
o corpo degusta,
rompe barreiras,
é livre.
o corpo é tesão,
sofreguidão
e volúpia.
Queria ter as palavras perfeitas para te oferecer. Os sonhos mais lindos, as horas mais longas. Queria te escutar por horas, sua risada, suas histórias, ser teu porto seguro. Desejo ter cinco minutos nos pensamentos do seu dia. Queria te olhar diferente para que não pudesse doer tanto. Queria te contar meus sonhos, meus desejos, sobre meus sentimentos. Não há ordem nessa história de coração. Há caos, tormenta, ventania, mas basta uma troca de olhar, para que chegue a calmaria. No espelho da vida, reconheço-me em você, te reconheço em mim. Somos fragmentos espalhados nessa vida atrapalhada. Já vivemos nossas cotas de pedras, porque não abastecer com um pouco de delicadeza?
Queria ter as palavras perfeitas para te oferecer. Os sonhos mais lindos, as horas mais longas. Queria te escutar por horas, sua risada, suas histórias, ser teu porto seguro. Desejo ter cinco minutos nos pensamentos do seu dia. Queria te olhar diferente para que não pudesse doer tanto. Queria te contar meus sonhos, meus desejos, sobre meus sentimentos. Não há ordem nessa história de coração. Há caos, tormenta, ventania, mas basta uma troca de olhar, para que chegue a calmaria. No espelho da vida, reconheço-me em você, te reconheço em mim. Somos fragmentos espalhados nessa vida atrapalhada. Já vivemos nossas cotas de pedras, porque não abastecer com um pouco de delicadeza?
Aqui jaz Absurdolândia,
o lugar da ignorância,
da resiliência
e da ineficiência.
Ineficiência dos governantes,
que são pulgas saltitantes
e porcos ultrajantes.
Um país onde o trabalhador não tem vez
e o patrão só mostra estupidez.
Um país que acolhe o feminicida
e despreza a massa entristecida,
que fica cada dia mais desfavorecida.
Esse é o país do magnata,
do ladrão de gravata.
E quem paga as mazelas dessa nação?
somos nós, com esfregão na mão,
com os pés no chão,
com o vencimento da prestação
e com uma dor no coração.
Quem paga é a mulher assediada,
a garota baleada,
a criança estuprada.
O negro subjugado,
O trabalhador escravizado,
O povo vilipendiado.
Aqui jaz Absurdolândia,
o lugar da ignorância,
da resiliência
e da ineficiência.
Ineficiência dos governantes,
que são pulgas saltitantes
e porcos ultrajantes.
Um país onde o trabalhador não tem vez
e o patrão só mostra estupidez.
Um país que acolhe o feminicida
e despreza a massa entristecida,
que fica cada dia mais desfavorecida.
Esse é o país do magnata,
do ladrão de gravata.
E quem paga as mazelas dessa nação?
somos nós, com esfregão na mão,
com os pés no chão,
com o vencimento da prestação
e com uma dor no coração.
Quem paga é a mulher assediada,
a garota baleada,
a criança estuprada.
O negro subjugado,
O trabalhador escravizado,
O povo vilipendiado.

Houve um tempo, uma rosa

Perdida no emaranhado de meus pensamentos, houve um tempo em que as coisas eram mais fáceis. Nunca parei tanto para pensar naquilo que eu sinto ou que deixei de sentir, nas dores que colocam meu coração em lágrimas. Houve momentos em que não quis mais estar aqui ou ali. Eu quis estar e ser notada, mas antes de qualquer coisa eu deveria ter me notado. Notar que eu posso, sim, demonstrar meus sentimentos, eu posso sentir, pulsar, vibrar. Eu deveria ter notado que toda minha insegurança não vem de uma simples timidez, vem de temores maiores e anteriores. Deveria ter procurado com quem conversar mais cedo, ter me exposto. Expor-me é tão doloroso quanto uma faca rasgando minha carne. Me congela, me desnuda. Aquela que um dia fui,m perdeu-se pelo caminho, hoje me sinto melhor, madura, mais alegre, mas com cicatrizes. Sinto um tesão tremendo pela vida. Sinto aquela insegurança percorrer cada milímetro do meu corpo. Eu me perco em olhares, me perco em ilusões. Houve um tempo em que eu apenas …

Houve um tempo, uma rosa

Perdida no emaranhado de meus pensamentos, houve um tempo em que as coisas eram mais fáceis. Nunca parei tanto para pensar naquilo que eu sinto ou que deixei de sentir, nas dores que colocam meu coração em lágrimas. Houve momentos em que não quis mais estar aqui ou ali. Eu quis estar e ser notada, mas antes de qualquer coisa eu deveria ter me notado. Notar que eu posso, sim, demonstrar meus sentimentos, eu posso sentir, pulsar, vibrar. Eu deveria ter notado que toda minha insegurança não vem de uma simples timidez, vem de temores maiores e anteriores. Deveria ter procurado com quem conversar mais cedo, ter me exposto. Expor-me é tão doloroso quanto uma faca rasgando minha carne. Me congela, me desnuda. Aquela que um dia fui,m perdeu-se pelo caminho, hoje me sinto melhor, madura, mais alegre, mas com cicatrizes. Sinto um tesão tremendo pela vida. Sinto aquela insegurança percorrer cada milímetro do meu corpo. Eu me perco em olhares, me perco em ilusões. Houve um tempo em que eu apenas…
para além da minha dor ou para dentro dela contorno meus pensamentos em suas curvas o roçar dos dedos o primeiro olhar a chance do beijo a hora enigmática
para além da minha felicidade ou para dentro dela salvo meus espasmos arrisco meu desejo nos lábios cor-vermelho-amor respingo, respiro,
sussurro.
para além da minha dor ou para dentro dela contorno meus pensamentos em suas curvas o roçar dos dedos o primeiro olhar a chance do beijo a hora enigmática
para além da minha felicidade ou para dentro dela salvo meus espasmos arrisco meu desejo nos lábios cor-vermelho-amor respingo, respiro,
sussurro.