Só, nós

Os nós são desfeitos
e as cores aparecem
como ventos, como sonhos.
E o colorido da vida
vai mudando de estação
impregnando meu corpo inteiro
o mundo inteiro,
demorando, para fazer charme.
Os cantos dos pássaros
são as músicas daqui e de acolá,
o meu futuro encontra o seu
e fazemos um filho chamado Vida!
Vida que traz e que leva,
Que dá e recebe,
Que vive, mas que também morre.
E, assim, os nós são refeitos

para novamente serem desfeitos.

O amor

Ás vezes sinto o coração acelerado. Eu amo! Que maravilha! Mas quando o amor torna-se dor, que dilaceração! Porque há amores dor? Porque há amores não concluídos? Porque há dor no fina do amor? Não sei o que escrever, na verdade.
Não estou sofrendo por amor, mas tenho um amigo que sim, e dói saber isso. Pois o amor dele é tanto que ele gosaria de fazer coisas inimagináveis!


quero dor
amor
amor
na dor
eu não gosto
quero ser
ter
o amor
sem dor.

Palco

Burburinho. Pessoas conversando com amigos e parceiros que sentam-se aos lados. Um som anuncia que a peça já vai começar: “Por favor, desliguem seus celulares”, a moça diz no microfone. O burburinho acaba. Silêncio total. As luzes se apagam, e um pequeno feixe de luz ilumina um pedaço do palco. Meu coração bate forte com a música que inicia. Adoro ir à teatros, sempre é uma nova sensação. Minha boca seca com a ansiedade, os atores estão demorando! Ah, mas quando eles entram em cena, fico boquiaberta. É uma delícia ver histórias encenadas por atores, histórias que você só conhecia de leituras… Olho ao meu redor e fico imaginando o que as outras pessoas estão pensando, e vejo rostos sorridentes, alegres, tristes, há alguns que até choram… Cada um recebe de sua maneira o que estão vendo, mas tenho certeza que todos estão gostando. Quando a cortina se fecha e os atores desaparecem, fica uma sensação de alívio e gratificação, mas também bate uma saudade e uma enorme vontade de rever a história contada. Assim, vou até o guichê e compro um ingresso pro dia seguinte, só para poder sentir tudo novamente.

Não é só a inércia responsável pelo fato das relações humanas se repetirem caso após caso indescritivelmente monótonas e viciadas. É a inibição frente a qualquer experiência nova e imprevista com a qual não nos achamos capazes de lidar. Mas só alguém que esteja disposto a qualquer coisa que não exclua nada, nem mesmo o mais enigmático viverá a relação com o outro como uma experiência nova.

Rainer Maria Rilke

Um Bigo

versículo 1

com um sorriso e uma altivez que foram presentes da vida, mais o acréscimo de um charme e elegância, ele conquistava todas as mulheres que queria. seus pequenos olhos castanhos brilhavam naturalmente, suas roupas escolhidas a dedo, impressionava qualquer pessoa. alto, bonito e rico. e mesmo assim ele tinha um defeito. um defeito pequeno, mas que nunca o deixou em paz. fora a especialistas, freqüentou centros de umbanda, espíritas, tentou até regressão, mas nada respondia a sua pergunta. nada o fazia mudar.

versículo 2

para ele conquistar era fácil, o difícil era o depois. jamais levava as mulheres pra sua casa, o caminho para o sexo sempre era o caminho mais curto: a casa dela ou o motel. na hora h, sempre falhava. ele se excitava e se fechasse os olhos conseguia transar. só de olhar para o umbigo da mulher ao lado, que o “amiguinho” dele descia feito bomba atômica. seu defeito era procurar o umbigo perfeito. e nenhum o excitava. ou era profundo, ou saltado, alguns eram enrolados, outros não tinha sentido nenhum. mas quem não fazia sentido, na verdade, era ele.

versículo 3

uma noite qualquer, viu uma mulher linda, vestida de vermelho. dress to kill. pronta pra arrasar o coração dos desavisados. e ele era um desavisado. tentou se aproximar, usou seus truques, mas nada fazia com que aquela mulher o olhasse. sentiu um frio na barriga. sentiu que seu coração acelerava. suas mãos tremiam. ela sorriu. ele, então percebeu. ele não era o único que tinha um defeito. ela também o tinha. olhou uma última vez para ela e foi embora. não a viu mais. nem quis. ele se apaixonou por ela e não queria saber, muito menos ver seu umbigo.


ajudou na inspiração: pink floyd, shine on you crazy diamond (parte I e II)

Los 3 mosqueteros

de propósito:


bu!!!
hahahaha
bu!!!
hahahaha
bu!!!
hahahaha

socado:

a dor dilacerante de um ferro quente na perna.

medo:

(sai correndo e esconde-se!)


*foi um textinho que fiz na oficina de literatura que participei em 2005. O exercício era fazer o medo, socado e de propósito personagens. E eu os fiz sendo os 3 mosqueteiros.


São movimentos eternos

e experiências não explicadas,
muros eternos de barro quebrado,
corpos flutuantes na passagem do aberto
um ano, uns meses, várias semanas
rios de dias transbordantes de sensações
mais vida, mais estrelas para nós…

"Se apenas eu tivesse o eu mágico da primeira infância quando me lembrei como era antes de eu nascer, não me preocuparia mais com a morte agora que sei que as duas são o mesmo sonho vazio."

Kearouac, Jack. Tristessa; tradução Edmundo Barreiros - Porto Alegre, RS: L&PM, 2006.


"Cada livro de Kerouac é um único e telepático diamante."
(Allen Ginsberg)

Artista virtual


Quem sabe você também pode ser um artista?

Vá ao site do Mr. Picassohead e faça seu desenho. Eu já fiz o meu, o quê acharam?

PS: Fiquei sabendo do site pelo blog do Luiz Carioca, o Brechó Carioca da minha lista de blogs...


O nome da minha tela é Faces.

Filmes do feriado

Criticar filmes é uma coisa engraçada, ao mesmo tempo que você comenta sobre o filme, não tem como ser imparcial com o que sente ao assistir o filme. Nesse feriado assisti a três filmes: Cabaret, Edward - Mãos de tesoura (sim, eu não havia assistido esse filme na sessão da tarde até hoje... rsss...) e Premonições. Três filmes diferentes, de três épocas diferentes.


Premonições: Não sei ao certo o que dizer desse filme. Gostei um bocado e fiquei mexida com a história. Sandra Bullock é Linda, mulher de Jim e mãe de duas garotas pequenas. Apesar de amar pelo marido, a rotina de anos de casamento assola a união do casal. Numa certa manhã, um policial bate á sua porta e diz que seu marido faleceu. Ela fica chocada, normal numa situação dessas, certo? Errado, quando acorda na manhã seguinte, o marido está na cozinha, tomando o café da manhã e na manhã seguinte, acorda e o marido está morto de novo. Num roteiro á la Efeito Borboleta, vamos entrando na história dessa família e vemos a corrida desesperada de Linda para saber o que está acontecendo com ela.

Suspense. EUA, 2007.




Edward - Mãos de tesoura: Uma palavra: sensacional. Confesso que nunca havia assistido ao filme porque tinha medo do estranho personagem de Johnny Depp. Aquelas tesouras! Meu Deus! Tim Burton é incrível em todos seus filmes, tanto no roteiro, quanto no jeito de usar a câmera e a edição final. A trilha do filme é muito legal. Edward é um "rapaz" que mora numa mansão abandonada, até que uma vendedora de Avon entra na mansão e, com dó, leva-o para sua casa. Depois disso a vida dela, de sua família, de Edward e da vizinhança nunca mais foi a mesma. Apaixonante! Dizem que o gênero do filme é terror, mas prefiro dizer que é drama.

Terror. EUA, 1990.




Cabaret: O que dizer desse musical? Um filme de seis milhões de dólares, mostra a vida de Sally e Brian. Ele é um professor bissexual que vai à Alemanha ensinar inglês e terminar seu mestrado de Filosofia, ela uma dançarina/cantora de cabaret. Os dois tem um relacionamento estável, até que um certo barão Maximilian entra história pra mexer com o coração dos dois. O filme se passa na década de 30, começo do regime nazista. Com músicas dividindo o filme como se fosse atos, chegamos no clímax da história. Liza Minelli está explêndida. O filme arrasa na trilha sonora.

Musical. EUA, 1972.

viajando na mente

sentada, com as pernas cruzadas e os olhos fechados

senti meu peito explodir. como um raio que batesse e chocasse todos os sentimentos. lembranças me afogaram, gota por gota, até meu coração transbordar, e de tão vermelho como sangue, entrar em erupção. uma lágrima escorreu por meu rosto e senti seu gosto salgado na ponta da língua. eu já não era mais a mesma. minha alma estava fugindo.

"Que o cinema seja uma enorme simulação não diz nada contra sua pretensão de verdade. Será preciso ver como essa simulação se situa com relação à realidade. Até a ciência está cheia de simulações. A presença de simulação não diz nada por si mesma. É preciso ver se pode existir um uso filosófico da simulação no cinema."

Cabrera, Julio. Cinema pensa: uma introdução à filosofia através dos filmes, O; tradução de Ryta Vinagre - Rio de Janeiro: Rocco, 2006.

Irmãos? Será?

Hoje, assistindo a um clipe do cantor James Morrison, percebi a semelhança dele com o vocalista do Coldplay, Chris Martin. Quer ver?

James Morrison


Chris Martin

Filmes da semana



The Simpsons, EUA, 2007. De Matt Groening. Com Homer Simpson, Marge Simpson, Bart Simpson, Lisa Simpson, Maggie Simpson. 105 min. aprox. Comédia.

Os Simpsons, foi uma experiência inusitada. Não esperava tanto do filme, achei que seria igual ao desenho, mas logo no começo já fui surpreendida com a cena da família mais engraçada da TV dentro de um cinema, assistindo a um filme daquele gato e rato que eles adoram ver pela TV. De repente, Homer levanta e grita: "Porque paguei pra ver esse filme se posso assistir a mesma coisa de graça em minha casa?". Daí pra frente, você só ri com esse pai desastrado.
A história do filme se resume na premonição em que o pai de Homer fez dentro da Igreja. Ele começa a gritar palavras desconexas e em um dado momento aponta para Marge. Ela fica intrigada com as coisas que o sogro diz e fica alerta a qualquer sinal. Ea vida da família muda quando o chefe da família leva um porco para casa.

Cena impagável: Bart andando de skate nu por Springfield.



No Reservations, EUA /Austrália, 2007. De Scott Hicks. Com Catherine Zeta-Jones, Aaron Eckhart, Abigail Breslin. 104 min. Comédia.

Este filme é a refilmagem do alemão Simplesmente Martha, que é simplesmente lindo. O que me deixou um pouco chateada ao assistir esse filme, foi que muitas falas foram copiadas do filme alemão. Não, não estou exagerando. Dias antes assisti o original. Mas na essência o filme americano é mais alegre, mais colorido, fala menos de comida.
Zeta-Jones é a chef de um restaurante bem conceituado de Nova York, rígida consigo e com suas comidas, ela é obrigada por sua chefe a fazer terapia para mudar seu temperado forte. Sua sobrinha, interpretada por Abigail Breslin (Pequena Miss Sunshine), vai morar com ela após a morte da mãe. Ao mesmo tempo, sua chefe contrata um cozinheiro extravagante para ajudá-la. Com esses ingredientes a comédia romântica gira em torno das relações entre os três personagens e as consequências de mudanças em nossas vidas.



Meu tio matou um cara, Brasil, 2004. De Jorge Furtado. Com Darlan Cunha, Lázaro Ramos, Deborah Secco, Dira Paes, Aílton Graça. 87 min. Comédia.

Meu Tio Matou um Cara é um filme jovem, uma comédia romântica e policial na qual Duca (Darlan Cunha), de 15 anos, faz de tudo para provar a inocência do tio (Lázaro Ramos), preso ao confessar ter matado um cara. Duca tem certeza de que o tio está assumindo o crime para livrar a namorada, Soraia (Deborah Secco), ex-mulher do morto. E, no meio de toda essa ação, Duca ainda tenta conquistar o coração de Isa (Sophia Reis), uma colega de escola que parece estar mais interessada em seu melhor amigo, Kid (Renan Gioelli). Duca envolve os dois na investigação e no final... bom, aí só vendo o filme.