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Quase cheguei ao céu e vi Deus. Deus era uma mulher. Deusa. Olhou-me profundamente em minha alma e chorou. Chorou copiosamente. Levantei-me para abraçá-la, mas ela me impediu e disse, com uma voz suave e sussurrante: “Não faça isso! Se me abraçar, precisarei levar-te comigo. Ainda não é sua hora! Volte!”. Assustada, abri meus olhos e me vi deitada em minha cama, no escuro. As pás do ventilador girando na sombra das luzes que entravam pelas frestas da janela. Uma dor bateu em meu peito. O coração acelerou e parecia que o mundo girava tão rápido quanto aquele ventilador de teto. Respirei. Senti, aos poucos, meu coração voltar ao ritmo normal. Teria passado quanto tempo? Um minuto? Dois, três, dez minutos? Consegui adormecer novamente. Mais uma vez, um sonho. Cactos. Eu estava em uma estrada de cactos. A terra subia e ventava muito. Fui jogada de encontro a um dos arbustos, cheio de espinhos. Mais uma vez senti a dor dilacerar meu peito. Abri os olhos e vi vários botões de flores nascend…
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Quase cheguei ao céu e vi Deus. Deus era uma mulher. Deusa. Olhou-me profundamente em minha alma e chorou. Chorou copiosamente. Levantei-me para abraçá-la, mas ela me impediu e disse, com uma voz suave e sussurrante: “Não faça isso! Se me abraçar, precisarei levar-te comigo. Ainda não é sua hora! Volte!”. Assustada, abri meus olhos e me vi deitada em minha cama, no escuro. As pás do ventilador girando na sombra das luzes que entravam pelas frestas da janela. Uma dor bateu em meu peito. O coração acelerou e parecia que o mundo girava tão rápido quanto aquele ventilador de teto. Respirei. Senti, aos poucos, meu coração voltar ao ritmo normal. Teria passado quanto tempo? Um minuto? Dois, três, dez minutos? Consegui adormecer novamente. Mais uma vez, um sonho. Cactos. Eu estava em uma estrada de cactos. A terra subia e ventava muito. Fui jogada de encontro a um dos arbustos, cheio de espinhos. Mais uma vez senti a dor dilacerar meu peito. Abri os olhos e vi vários botões de flores nascend…

A(ves)so - ou a antítese do meu ser

A dor move montanhas, então busco nas lágrimas
uma força que já não tenho.
Dentro do meu peito,
tenho refém um coração,
que grota, que sangra
e não reclama socorro.
No caminho, escorrego,
levanto, sacudo a poeira
e corro novamente,
enquanto todos os ossos
de meu corpo quebram.
Estou aos pedaços,
estou no silêncio,
estou na angústia
do dia, da noite.
O preto e o branco são antítese
de meu ser,
e eu só sigo caminhando.

A(ves)so - ou a antítese do meu ser

A dor move montanhas, então busco nas lágrimas
uma força que já não tenho.
Dentro do meu peito,
tenho refém um coração,
que grota, que sangra
e não reclama socorro.
No caminho, escorrego,
levanto, sacudo a poeira
e corro novamente,
enquanto todos os ossos
de meu corpo quebram.
Estou aos pedaços,
estou no silêncio,
estou na angústia
do dia, da noite.
O preto e o branco são antítese
de meu ser,
e eu só sigo caminhando.

o corpo sublime

o corpo flui
em toques,
suores, salivas.
o corpo é mapa,
tesouro escondido,
fonte de luz.
o corpo degusta,
rompe barreiras,
é livre.
o corpo é tesão,
sofreguidão
e volúpia.

o corpo sublime

o corpo flui
em toques,
suores, salivas.
o corpo é mapa,
tesouro escondido,
fonte de luz.
o corpo degusta,
rompe barreiras,
é livre.
o corpo é tesão,
sofreguidão
e volúpia.
Queria ter as palavras perfeitas para te oferecer. Os sonhos mais lindos, as horas mais longas. Queria te escutar por horas, sua risada, suas histórias, ser teu porto seguro. Desejo ter cinco minutos nos pensamentos do seu dia. Queria te olhar diferente para que não pudesse doer tanto. Queria te contar meus sonhos, meus desejos, sobre meus sentimentos. Não há ordem nessa história de coração. Há caos, tormenta, ventania, mas basta uma troca de olhar, para que chegue a calmaria. No espelho da vida, reconheço-me em você, te reconheço em mim. Somos fragmentos espalhados nessa vida atrapalhada. Já vivemos nossas cotas de pedras, porque não abastecer com um pouco de delicadeza?