18 de março de 2016

15 de março de 2016

1 de setembro de 2015

Hey, você!

Hey, você!
Enquanto andamos nas ruas lotadas
chovemos pensamentos desconexos
tentando viver uma vida que nos empurra
mecanicamente e sem proteção.

Hey, você!
Me espere e dê-me sua mão!
Descorra-me em ideias pragmáticas
ou leve-me para longe do barulho
ensurdecedor de sua voz.

Hey, você!
Ao tocar-me, respire fundo...
Feche os olhos e sinta as borboletas
passeando pelo meu corpo,
possuindo aquilo que te deseja.

Hey, você!
Gastei as salivas do meu pensamento
e nem sei mais para onde vou,
mas se você me acompanhar,
estaremos lado a lado nessa guerra.

Hey, você!
Vou espremer essas palavras e voar
tão longe que nem o satélite poderá me encontrar.
Não há ninguém do outro lado e me vejo no espelho
sem o reflexo daquilo que já fui.

Hey, você!
Saiba que eu sou outra pele,
outra loucura a caminhar nessa escuridão.
Eu vôo e vejo o mundo me absorvendo
e me despeço com o olhar.


(inspiração: Hey You, de Pink Floyd)

17 de agosto de 2015

o estranho me abraça
e eu nem vejo
me perco nas vias do olfato,
fato para se ver e se esclarecer
quero pregos
pregando
as bordas da parede bordô
cega me perco nas linhas
verticais do seu corpo
que me levam para além das flores,
além das dores
e os sonhos me caçam,
me enlaçam, me rimam,
me mimam.
venho aqui e procrastino
o espaço-tempo do meu morro.
sento e me vejo em toques.
ensurdeci no seu grito
morri no seu gemido.