Ecos da solidão

A rua está deserta. Somente eu andava por sua calçada, olhando o céu azul, as árvores e as flores que brotavam timidamente em seus cantos. Não sentia meu corpo andar, meus pés pareciam pisar em nuvens. Na minha cabeça só a sua imagem. Queria correr pra te ver, mas a cada passo que caminhava não via mais nada além das árvores e das flores. As casas não existiam. Bem lá no fundo eu via uma fumaça branca. Sua casa talvez? Não sei. Queria chegar logo, mas a distância não diminuía. De repente a fumaça tornou-se negra e gritos ecoavam em minha cabeça. “Me espere, estou chegando”, gritei pra ti. Não houve resposta. Senti meu coração bater muito forte e chorei. Chorei porque não conseguia correr; porque não conseguia chegar; porque não podia te ver; porque os gritos não paravam de ecoar em minha cabeça. Senti uma vertigem e parei. Fechei os olhos e tudo ao redor mudou. As árvores estavam cobertas por uma camada branca, as flores mortas e flocos de neve caía sobre meu corpo. Comecei a sentir frio, os lábios tremiam. Meu pensamento chamou por socorro. Gritei: nada. Gritei seu nome: nada. Nenhuma resposta. Ao cair no chão de frio, desmaiei. Ou morri. Não sei. Só sei que sua imagem não saía de minha cabeça.

Comentários

eutANAsia disse…
Caramba Carol... de repente todo o clima mudou! tudo ficou nebuloso!

muito bom!!!

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