4 de maio de 2011
Inocência
17 de abril de 2011
Platonices
Sufocar
Quero rezar a lenda
Que meu amor é novo
Eu quero beijar
Sua boca sedenta
Meu corpo que chama o seu
Que não responde
Correr faz diferença?
O impossível da verdade
É a mentira que ela nos conta
Esquecer? Pensar em outras?
Só me faz pensar mais
Nos olhos que não me vêem.
9 de abril de 2011
Notas de um dia bizarro
Em frente ao meu local de trabalho há uma casa onde moram dois idosos. Um senhor e uma senhora. Cotidianamente, eu e minhas colegas de trabalho, vemos esse casal limpando, saindo e voltando, abrindo e fechando o portão. O que ninguém sabia era o que acontecia por trás daquelas paredes. Não que eu ficasse imaginando, mas em nossas mentes, um casal daquela idade (cerca de 70, 80 anos cada um), pensávamos que era um casal que viveu juntos por anos, passaram por momentos turbulentos, filhos, netos, talvez bisnetos. Hoje a senhora cai e uma de nós fomos lá saber como ela estava, pois havia uma ambulância em frente a casa. Não é que minha colega descobre que esse casal, na verdade, não é um casal. O senhor é divorciado de sua esposa há anos, ela foi babá dos filhos desse matrimônio rompido. E lá moram eles, há anos, juntos.
NOTA 2
Estava eu na academia e a coisa mais bizarra do meu dia aconteceu: uma senhora arranca a bermuda de coton dela e fica arrumando a calcinha na frente de todos. Homens e mulheres. E ela nem se deu conta do que fez!
NOTA 3
Pedimos uma pizza que levou mais de uma hora e meia para chegar. Quando chegou, estava fria e sem refrigerante.
NOTA 4
A vida se manifestando de forma agressiva, desigual. Cansada de estar sempre atrás. Cansada de nunca ter e nunca ser desejada pelas pessoas que me interesso.
Irritação.
Depressão.
Angústia.
Não quero passar por isso novamente.
E ponto.
30 de março de 2011
prédio e canções
Vida algum se prende
em mentes e mansões
Corações de pedra
Corações de gelo
Permita-me chegar
no momento perdido
Permita-me abraçar
o começo de tudo
O amor não morde
não grita e não pede
O corpo não mente
chama e prende
O silêncio abafa
chora reclama
Cantei céus e estrelas
e olhos nenhum me amam.
18 de janeiro de 2011
parar de proferir palavras fúteis e sem sentidos
quero crescer na humildade das letras
que voam o paraíso das bibliotecas.
quero chover sorrisos
e cantar lágrimas.
...
o ser insustentável que me habita
morre a cada segundo um pouco
a cada segundo eu envelheço mais
e mais e mais e mais.
os sonhos derretem algodão-doce
e eu queimo com minha saudade inesgotável.
16 de janeiro de 2011
30 de dezembro de 2010
E quando choro
Chovo pedras de gelo,
Grito vozes de refugiados,
Sinto o peito explodir.
Sonho palavras em estrangeiro
Cantando flores de plásticos
Pare o tempo!
Pare as horas!
Pare o mundo!
Deixe brilhar aquela última estrela.
Deixe tocar aquela última canção.
Sim, perdida estou.
Perdida estás!
Mas onde me encontrar?
5 de dezembro de 2010
22 de agosto de 2010
A vida é um sonho, como um trem que nos transporta para muitos lugares e, às vezes, essa viagem não é boa. Esperamos ter sempre momentos felizes, momentos que não esqueceremos. Minha história é assim: cheia de momentos felizes, mas quero esquecê-los. Por não poder ter mais esses sentimentos de volta, quero esquecê-los, assim posso renovar pensamentos, sensações. Posso voltar a olhar ao redor e ver tudo novo, sentir a brisa em minha pele e senti o amor chegar novamente. Mas é tão difícil sentir novamente, ter amor, dar amor.
Ela foi embora. Foi como um trem que parte e não diz adeus! Deixou-me esperando, sentada num banco de praça, com um buquet de flores na mão. Deixou-me lendo palavras duras e insensatas. Ao partir, a lua deixou de brilhar, o sol deixou de aparecer, a música deixou de tocar e as pessoas me esqueceram. Meus olhos já não enxergam mais, minha voz não é mais a mesma, as palavras não saem e quando saem são para trovejar aborrecimentos.
Ela partiu, partindo meu coração em mil pedaços. Ela sonegou meu direito de esbravejar. Ela me aborreceu com a ausência de lágrimas, com a ausência de toques e olhares. Tudo tornou-se pequeno e sufocante. A vida, o sonho e a felicidade derreteram por entre espinhos de flores mortas e secas pela ausência de amor.
2 de julho de 2010
não há lugar no mundo para mim. não há quem queira conversar com alguém que não saiba se expressar. não há quem queira vagar com um fantasma. pois sou exatamente isso: um fantasma. o fantasma dos sentimentos que estão soltos por aí e ninguém se importou em me dar.
26 de junho de 2010
22 de junho de 2010
fico aqui, parada, olhando fixamente para a cadeira que foi sua um dia. pensando que o passado passou depressa demais e o futuro está chegando com mais pressa ainda. obcecada com o momento que nos separou para sempre, que nos separou, que agitou meu corpo a ser outra coisa que não mais seu...
e o mundo não para só porque eu quero... e eu não consigo me movimentar...
6 de abril de 2010
14 de março de 2010
posso me encontrar em seus braços algum dia? você me receberá? posso novamente olhar em seus olhos e me encontrar?
como gostaria de te encontrar agora...
8 de março de 2010
sorrisos amarelos, desvios de olhares. sensatas sensações que arrebatam o coração. possíveis futuros, possíveis toques. o gosto ainda desconhecido e tão desejado. desejo. desejo. desejo. mais um encontro de olhares e mais sorrisos amarelos. timidez. simplicidade. o toque que chega a doses homeopáticas. gotas de chuva começam a cair.
você passa. o tempo passa a ser outro quando se vai. meu sorriso some. minha voz não sai. desejo. desejo reprimido. timidez. sensações.