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Lá fora, o vento. Silêncio na rua. Música no rádio. Jogada no sofá, tentando não sofrer pelo sofrível da vida. Bethânia grita suas palavras doloridas em meu coração. Chega de temer, chorar, sofrer, sorrir, se dar, e se perder e se achar... Explode coração....
Meu corpo teme o desfecho de meus desejos calados, do suor do calor de 40º que faz aqui, seja de dia, seja de noite. Chega de correr contra o tempo, contra as falsas impressões. A verdade é que o sonho nunca acaba, aquilo que tememos, sempre nos enfrentará. E aqueles olhos que nunca me encontraram, não chega, não me machuca, não me atormenta. Casei da monotonia da solidão...

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