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Há [...] dois sentidos do espaço: o espaço quinestético, aquele do toque e do movimento, infinito, isotrópico, homogêneo, tridimensional, cujo modelo rigoroso é o espaço cartesiano. E o espaço visual, não infinito, não isotrópico, não homogêneo, cuja tridimensionalidade é imaginária; o modelo geométrico dele é duvidoso e é precisamente em sua procura que se obstina, de início, a fantasia.

Da cena à tela, ou o espaço da representação, in O olho interminável [cinema e pintura], Jacques Aumont.

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