estou desconstruída
11 de junho de 2008
Quero me encontrar no fundo do meu coração inseguro. Quero ter certeza das minhas falas, meus gestos. Quero escutar a voz sair de sua boca e entrar em meu ouvido, num sussurro desesperador de desejo. Ouço a batida descompassada do coração de alguém. Talvez o do meu coração misturado com o seu. A imagem de sua mão percorrendo meu pescoço e me puxando de encontro a sua boca macia. Gemidos de desejo. Olhar devorador.
Quero encontrar a lua iluminando meu quarto quando abrir meus olhos e ver você deitada, nua, em minha cama. Acariciar suas costas. Beijar sua nuca. Ler poesia em seu ouvido. As palavras mastigam minha mente. Não consigo dizer tudo o que quero. Elas paralisam. Você continua a dormir. Saio da cama e vou para varanda fumar um cigarro. Realidade ou sonho? Tudo é muito confuso neste segundo. A vida vai passando devagar aos nossos olhos. Um carro passa buzinando e te acorda. Ao levantar me procura pela casa e segue a fumaça com cheiro de menta. Senta ao meu lado e encosta a cabeça em meu ombro. A lua está linda! Ficamos assim até o sol nascer e trazer a realidade diária para nossos corpos tocados pelo desejo da paixão.
Quero encontrar a lua iluminando meu quarto quando abrir meus olhos e ver você deitada, nua, em minha cama. Acariciar suas costas. Beijar sua nuca. Ler poesia em seu ouvido. As palavras mastigam minha mente. Não consigo dizer tudo o que quero. Elas paralisam. Você continua a dormir. Saio da cama e vou para varanda fumar um cigarro. Realidade ou sonho? Tudo é muito confuso neste segundo. A vida vai passando devagar aos nossos olhos. Um carro passa buzinando e te acorda. Ao levantar me procura pela casa e segue a fumaça com cheiro de menta. Senta ao meu lado e encosta a cabeça em meu ombro. A lua está linda! Ficamos assim até o sol nascer e trazer a realidade diária para nossos corpos tocados pelo desejo da paixão.
8 de junho de 2008
Caminhada em noite agradável
A noite estava chegando, a lua, linda e branca, estava nua. O céu não tinha uma nuvem sequer. Estava um dia agradável e resolvi caminhar. Caminhar para mim significa dar uma volta na Lagoa. Logo que cheguei, vi duas mulheres caminhando de mãos dadas e fazendo carinho uma na mão da outra. Foi a cena mais linda que vi esta semana! O chato é ver algumas pessoas olhar de esguela e ficar comentando depois. Mas só pela coragem delas valeu o dia.
Acho que deveria ter mais pessoas assim, que não tem vergonha de mostrar quem são. Homens andando de mãos dadas ou abraçados com outros homens. Mulheres com mulheres. O amor é infinito e não existe sexo. Sentimento não tem sexo!
Eu não sei se eu teria coragem. Mesmo porque jamais namorei alguém que tivesse coragem de se mostrar dessa maneira. Como estamos no mês da diversidade sexual, achei que seria uma história linda e interessante de se contar aqui. Vamos dizer não à homofobia! E, se alguém presenciar alguma manifestação homofóbica, denuncie, pois homofobia é crime!
Acho que deveria ter mais pessoas assim, que não tem vergonha de mostrar quem são. Homens andando de mãos dadas ou abraçados com outros homens. Mulheres com mulheres. O amor é infinito e não existe sexo. Sentimento não tem sexo!
Eu não sei se eu teria coragem. Mesmo porque jamais namorei alguém que tivesse coragem de se mostrar dessa maneira. Como estamos no mês da diversidade sexual, achei que seria uma história linda e interessante de se contar aqui. Vamos dizer não à homofobia! E, se alguém presenciar alguma manifestação homofóbica, denuncie, pois homofobia é crime!
4 de junho de 2008

A fumaça sai
Impregna o ar
Com gosto de morango-erva
Gosto de morango de Eva
Lua verde e rosa
Roça o ar de nossas almas
Inspiradoramente
Olfativamente
Sabores inéditos a estes encontros
À luz da lua alta
Á luz de velas
Ronco de água borbulhante
Pandeiro, flauta, derbaque
Silêncio, descanso, roda
Descansa o silêncio nos lábios
Distraídos ao sabor de rodelas aromáticas de fumaça
O debarque apalpa nossos poros enlanguescidos
Chacoalhados pelo mate
Palpos
Apalpos
Popópópó
Poros no parapeito da janela
Cheiro de vela
De morango-fumaça
Mate-puro
Noite doce
Olhos enquadrados
Vela apagada
Luz acesa
Fumaça...
Fumaça...
Morango...
escrito por mim, claudia, fernando, angela e miwa
Impregna o ar
Com gosto de morango-erva
Gosto de morango de Eva
Lua verde e rosa
Roça o ar de nossas almas
Inspiradoramente
Olfativamente
Sabores inéditos a estes encontros
À luz da lua alta
Á luz de velas
Ronco de água borbulhante
Pandeiro, flauta, derbaque
Silêncio, descanso, roda
Descansa o silêncio nos lábios
Distraídos ao sabor de rodelas aromáticas de fumaça
O debarque apalpa nossos poros enlanguescidos
Chacoalhados pelo mate
Palpos
Apalpos
Popópópó
Poros no parapeito da janela
Cheiro de vela
De morango-fumaça
Mate-puro
Noite doce
Olhos enquadrados
Vela apagada
Luz acesa
Fumaça...
Fumaça...
Morango...
escrito por mim, claudia, fernando, angela e miwa
3 de junho de 2008
A fumaça apagou todas as lembranças
O sonho foi embora como um raio
A voz desapareceu pela escuridão
O corpo derreteu como gelo
A vida fluiu
O olhar morreu
O tesão ejaculou em outros cantos
O mundo paralisou
Enquanto isso, estava aqui sentada
Lendo um livro
Sorrindo para sua fotografia
Pensando em quantas oportunidades perdidas
Nas palavras não ditas
No sufoco do desejo
No refrão de uma música
O sonho foi embora como um raio
A voz desapareceu pela escuridão
O corpo derreteu como gelo
A vida fluiu
O olhar morreu
O tesão ejaculou em outros cantos
O mundo paralisou
Lendo um livro
Sorrindo para sua fotografia
Pensando em quantas oportunidades perdidas
Nas palavras não ditas
No sufoco do desejo
No refrão de uma música
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