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5 de julho de 2008

Homenagem a Adriana Calcanhotto

Quem resistiria a esse olhar?


Sua voz suave me inebria com palavras doces e sinceras
Eu imagino onde será que você está agora?
Faço viagens dentro de mim
Rumo para caminhos desconhecidos
Para um infinito que cabe no vazio
Vagueio pela sala, rolo na cama
Esse olhar me persegue
Me desnorteia
Estou em milhares de lugares
Estou repartida
Sangro vozes de desejo
Por onde andarei?
Onde será que você está?
Onde será que você está, agora?

23 de março de 2008

24 de dezembro de 2007

Visitantes caminham em meio a um castelo de gelo montado em Harbin, na província de Helongjiang, nordeste da China. A construção de monumentos de gelo faz parte dos festejos de inverno no país.

20 de dezembro de 2007


Este é seu corpo fazendo parte de mim:
crio, monto, desmonto peças de um quebra-cabeça com sua fotografia
só para estar mais e mais perto de ti.
Esta é sua voz fazendo parte de mim:
sonho, imaginação, melodia de música sem fim
e assim, jamais desligo o rádio que é minha memória.
Esta é você fazendo parte de mim:
inteira, partida, cheia, vazia,
eu em você, você em mim,

assim completamos o que nos falta uma na outra.

7 de dezembro de 2007



A criança que pensa em fadas e acredita nas fadas
Age como um deus doente, mas como um deus.
Porque embora afirme que existe o que não existe
Sabe como é que as coisas existem, que é existindo,
Sabe que existir existe e não se explica,
Sabe que não há razão nenhuma para nada existir,
Sabe que ser é estar em um ponto
Só não sabe que o pensamento não é um ponto qualquer.

Alberto Caeiro

15 de março de 2007


Ele foi se afastando. Outro corpo fugindo do meu corpo, não deixando lembranças, nem sonhos. Tudo foi mudado, trocado por outro espaço. Sensações de força esvaindo, olhos remelentos e boca seca. Acabando essa droga, outra droga me possuirá. Esses desejos procurando corpos que desejam o desejável, que soprem outros sonhos. Meus olhos secos, dóem. Agora, meu corpo fica na espera de um vendaval de sentidos, um vendaval que mexa meus ossos e que me faça chorar.

17 de fevereiro de 2007



eu caía e já não existia mais
nem meus medos puderam me salvar
a imensidão me sugava...

eu caía cada vez mais fundo...

e caía...

caía...

caía...

...