26 de março de 2010

como colocar a cabeça no lugar?
como sentir a vida sem sentir dor?
como viver se não há um porquê...?
essa dor no peito, esses pensamentos que não param, são mais doloridos que a dor das agulhas de minha tatuagem...

20 de março de 2010

Não sei, mas muitas vezes sinto que irei enlouquecer. Não enlouquecer no sentido da palavra de ficar louca, pinel, mas no sentindo de não conseguir mais controlar minha fala, minhas vontades... Assim como acontece em meus sonhos. É muito estranho! Um dia eu sonho com uma, no outro com outra, e assim sucessivamente. Acordo como se tivesse completamente fora de mim. Em outro mundo. Sem sentido. Sem saudade.
Ah, como tive saudade! E saudade quando é para doer, dói mais que a agulha da tatuagem rasgando sua pele. Agora sinto prazer nos sonhos, sinto que quero realizar esses sonhos, mas na vida real, a história é outra. Enquanto uma não quer me conhecer, a outra nem sabe meu nome. Enquanto uma já travei certo contato, a outra simplesmente não existe no mundo virtual.

É, a vida nunca será um conto de fadas e os sonhos, quase nunca, poderão ser realizados.

E, sim, ainda sonho com ela também!!! Tô ferrada!!! =/

14 de março de 2010

perdida em meu silêncio. perdida na escura noite solitária, onde o vazio faz mais barulhos que os vizinhos. pensamentos distraem e destroem meu ser inabitável. onde posso me encontrar? onde sou aquilo que posso ser? onde encontrar palavras de conforto e abraços de amor? o sonho se torna pesadelo e rodeia a solidão. meu corpo entre o silêncio obscuro e a dor infame; entre o vazio e a falta; entre o pesadelo e a loucura.

posso me encontrar em seus braços algum dia? você me receberá? posso novamente olhar em seus olhos e me encontrar?

como gostaria de te encontrar agora...

13 de março de 2010

Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina.
As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
Não faças poesia com o corpo,
esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica.
Tua gota de bile, tua careta de gozo ou de dor no escuro
são indiferentes.
Nem me reveles teus sentimentos,
que se prevalecem do equívoco e tentam a longa viagem.
O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.

(...)

[Procura da poesia, Carlos Drummond de Andrade]

8 de março de 2010

meu desejo inefável. ela passa e eu saboreio o momento divino. os olhos meigos, disfarçados, me atacam com força. me assanham. me diluem. cada gesto me tira dessa agonia de não poder tocá-la, de não poder sonhá-la. seus lábios... é um alívio poder encontrá-los tão próximo! mas é um martírio não poder beijá-los!
sorrisos amarelos, desvios de olhares. sensatas sensações que arrebatam o coração. possíveis futuros, possíveis toques. o gosto ainda desconhecido e tão desejado. desejo. desejo. desejo. mais um encontro de olhares e mais sorrisos amarelos. timidez. simplicidade. o toque que chega a doses homeopáticas. gotas de chuva começam a cair.
você passa. o tempo passa a ser outro quando se vai. meu sorriso some. minha voz não sai. desejo. desejo reprimido. timidez. sensações.

24 de fevereiro de 2010

não sei por onde começar
o início é pior que o fim
saídas não existem
sorrisos perdidos entre estrelas
lua fugindo do sol
palavras que voltam
e que batem
e machucam
sonhos
desejos
você

21 de fevereiro de 2010

Ás vezes queremos mudar o mundo com um gesto. Até mudar nosso jeito de ser com um piscar de olhos. Talvez essas coisas não sejam possíveis. Talvez precisamos ter um pouco mais fé. Talvez precisemos apenas nos esforçar um pouco mais.

Mas nada disso muda. Nada disso nos é revelado. O segredo de viver um dia de cada vez, sem enlouquecer, ainda não foi revelado. Os sonhos acabam, as promessas morrem, nossos desejos abafados, somos incompreendidos e esmagados a todo instante.

Eu quero mudar o mundo. Eu quero mudar. Eu quero ser gente grande, ter responsabilidades, trabalho, vida, amor. Felicidade eu não peço, eu recolho. Os sentimentos estão aqui, murchos, escondidos, esperando que alguém os encontre...

Quero vida! Quero sede! Quero sorriso!