11 de julho de 2008
8 de julho de 2008
Homenagem a Cazuza
Amanhã, dia 9 de julho, completa 18 anos da morte do poeta menino-homem-rebelde. Nascido Agenor Miranda de Araújo, Cazuza cresceu no meio artístico. Pai produtor e mãe cantora, músicos circulando em sua vida, ele não poderia fugir de seu destino: poeta, letrista, cantor.
Cantou a vida, a morte, o amor, o desamor, o Brasil, o rock. Ultrapassou seu limite, abusou de sua vida, viu a cara da morte e, numa manhã, foi com ela. Alguns anos atrás, escrevi uma poesia em homenagem a esse poeta que tanto gosto. Vou deixá-la aqui:
Ah, esse cara!
Será exagerado?
Ou uma ideologia?
Ah vida, louca vida
O tempo não pára nem para respirar
Eu, talvez, tenha uma boa vida
Mas com todo o amor que houver nessa vida
Pegarei um trem para as estrelas e depois voltarei para o Brasil
Em quase um segundo, viajando pelo mundo
E minha flor, meu bebê, talvez seja você
Que faz parte do meu show, da minha vida,
Na balada de um vagabundo, no blues da piedade
E, mais tarde, eu tenha um rock da descerebração
Porque só as mães são felizes e meu cúmplice sumiu
E não será mal nenhum gostar de ti, de tuas músicas,
Pois, como ele disse, o nosso amor a gente inventa
E é por isso que eu inventei meu amor por você
Que será sempre meu poeta, nosso poeta,
Nesse mundo de sei lá o quê
E um dia na vida hei de te encontrar no outro mundo
E as boas novas será um encontro emocionante,
5 de julho de 2008
Homenagem a Adriana Calcanhotto
Sua voz suave me inebria com palavras doces e sinceras
Eu imagino onde será que você está agora?
Faço viagens dentro de mim
Rumo para caminhos desconhecidos
Para um infinito que cabe no vazio
Vagueio pela sala, rolo na cama
Esse olhar me persegue
Me desnorteia
Estou em milhares de lugares
Estou repartida
Sangro vozes de desejo
Por onde andarei?
Onde será que você está?
Onde será que você está, agora?
3 de julho de 2008
2 de julho de 2008
1 de julho de 2008
viajando ao som de jamiroquai - everyday
Venha cá, mais perto
Dance comigo.
Pense comigo.
Grite comigo.
Ame comigo.
Passe sua mão em minha cintura, encoste seu rosto ao meu
Sussurre em meus ouvidos todas aquelas palavras obscenas
Encontre seu olhar com o meu
Tire sua blusa e se esfregue em mim
Deixe-me sentir seu cheiro saboroso de flor
Sua boca molhando minha boca seca de sede
A música se repete em minha mente
A cena se repete em minha mente
Você aqui!
Há êxtase maior que esse?
Talvez
Seus olhos azuis
Duas imensas gotas do mar
Meu martírio, minha decadência.
Seus lábios
Lábios que nunca tocarei, beijarei
Minha tentação, minha agonia.
Suas mãos
Jamais tocarão as minhas
Meu coração, minha canção.
Seu corpo
Nunca juntará com o meu
Minha metade, sua metade.
Eu, você, nós
Talvez nos encontremos,
Nos amaremos
Mas continua sendo somente um talvez...
