30 de dezembro de 2010
E quando choro
Chovo pedras de gelo,
Grito vozes de refugiados,
Sinto o peito explodir.
Sonho palavras em estrangeiro
Cantando flores de plásticos
Pare o tempo!
Pare as horas!
Pare o mundo!
Deixe brilhar aquela última estrela.
Deixe tocar aquela última canção.
Sim, perdida estou.
Perdida estás!
Mas onde me encontrar?
24 de dezembro de 2010
5 de dezembro de 2010
21 de novembro de 2010
Meu corpo teme o desfecho de meus desejos calados, do suor do calor de 40º que faz aqui, seja de dia, seja de noite. Chega de correr contra o tempo, contra as falsas impressões. A verdade é que o sonho nunca acaba, aquilo que tememos, sempre nos enfrentará. E aqueles olhos que nunca me encontraram, não chega, não me machuca, não me atormenta. Casei da monotonia da solidão...
14 de novembro de 2010
Qual é o contrário do amor?
Alguém sabe me dizer o contrário do amor? E não me venha dizer que é o ódio pois quero respostas originais, respostas que contradizem o que sinto e que mexam com minha secura...
E entãO:
QUAL É O CONTRÁRIO DO AMOR?
22 de agosto de 2010
A vida é um sonho, como um trem que nos transporta para muitos lugares e, às vezes, essa viagem não é boa. Esperamos ter sempre momentos felizes, momentos que não esqueceremos. Minha história é assim: cheia de momentos felizes, mas quero esquecê-los. Por não poder ter mais esses sentimentos de volta, quero esquecê-los, assim posso renovar pensamentos, sensações. Posso voltar a olhar ao redor e ver tudo novo, sentir a brisa em minha pele e senti o amor chegar novamente. Mas é tão difícil sentir novamente, ter amor, dar amor.
Ela foi embora. Foi como um trem que parte e não diz adeus! Deixou-me esperando, sentada num banco de praça, com um buquet de flores na mão. Deixou-me lendo palavras duras e insensatas. Ao partir, a lua deixou de brilhar, o sol deixou de aparecer, a música deixou de tocar e as pessoas me esqueceram. Meus olhos já não enxergam mais, minha voz não é mais a mesma, as palavras não saem e quando saem são para trovejar aborrecimentos.
Ela partiu, partindo meu coração em mil pedaços. Ela sonegou meu direito de esbravejar. Ela me aborreceu com a ausência de lágrimas, com a ausência de toques e olhares. Tudo tornou-se pequeno e sufocante. A vida, o sonho e a felicidade derreteram por entre espinhos de flores mortas e secas pela ausência de amor.