29 de dezembro de 2008
Olhares
26 de dezembro de 2008
22 de dezembro de 2008
Tatuagem - Chico Buarque
Que é pra te dar coragem
Pra seguir viagem
Quando a noite vem
E também pra me perpetuar em tua escrava
Que você pega, esfrega, nega
Mas não lava
Quero brincar no teu corpo feito bailarina
Que logo se alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem
E nos músculos exaustos do teu braço
Repousar frouxa, murcha, farta
Morta de cansaço
Quero pesar feito cruz nas tuas coisas
Que te retalha em postas
Mas no fundo gostas
Quando a noite vem
Quer ser a cicatriz risonha e corrosiva
Marcada a frio, a ferro e fogo
Em carne viva
Corações de mãe
Arpões, sereias e serpentes
Que te rabiscam o corpo todo
Mas não sentes
11 de dezembro de 2008
Meus olhos semicerrados
Procuram teu desejo pela chuva
O ar sopra em meu corpo
Sussurros de paixão e luxúria
A música atormenta meu pensamento
Pensamento que está em você,
Que procura por nós entre ruas tortas,
Que são quase sempre retas.
Doce solidão que me embriaga,
Doce sabor doce!
Doce desejo louco!
Doce vida de liberdade!
Doce paixão,
Que faz de mim um ser livre,
Um ser maior que o céu
E maior do que eu mesma!
7 de dezembro de 2008
28 de novembro de 2008
27 de novembro de 2008

Pisando em folhas secas
Na semi-escuridão de minha sala
Com sons de palmas vindo da música
Fumaça indo e vindo do meu corpo
Leveza fluindo pelo sangue-corrente-vermelho
Agora falta a moça que me escapa
Que me encanta
Que me suga da realidade virtual
Caê-Carol-poesia
Viro de um lado para outro
E cá estou...
Vivo líquido sonho felicidade.
26 de novembro de 2008
O invisível
amanhã será igual, será de novo
e não tenho nada pra mudar em você
e não tenho nada pra dizer, porquê...
e não tem porquê partir
e não tem porquê ficar
e não tem porquê partir
não tem porquê duvidar de mim
olha não sou de ferro, não sou de aço
mas sou teu
olha não sou de nada,
não sou ninguém
mas sou teu,
meu bem.
será que eu sou o invisível
o homem que ninguém vê
a mulher que ninguém vê
será que andei por me perder
por me vender
pra viver
acho mesmo que eu sou
o caminho do meio
o bebê que não veio
aquele que ninguém quer saber
o plano era ficarmos bem
irmos pro além mar
o plano era ficarmos bem - bem.
22 de novembro de 2008
Ao sair do aeroporto, passou pelo seu apartamento, que só não estava abandonado, porque pagava mensalmente uma mulher para cuidar dele. Comeu alguma coisa rapidamente e saiu. Foi para aquele bar onde sempre freqüentou com ele. Antes de sair de Portugal, mandou um e-mail para que se encontrassem ali. Não sabia se ele iria, pois não viu mais sua caixa de entrada.
Sentou numa mesa e pediu um chopp. Balançava sua perna incessantemente. A angústia tomou conta de sua mente. Pensou que ele não teria lido o e-mail, ou que já não possuía mais aquele endereço de e-mail. Ela havia partido sem dizer adeus e voltava sem mais nem menos depois de cinco anos incomunicável. Pensou também que ele ainda sentia grande ressentimento por sua repentina partida.
Olhava seu relógio e a hora passava demoradamente. Cinco minutos pareciam duas horas! Num relance, viu um homem barbado parar em frente de sua mesa e a olhar. Conhecia aquele olhar! Ele foi! Ele estava ali, parado a olhando como nunca a olhara antes!
Sentou-se e como um papagaio ele falou tudo o que queria ter falado nos últimos cinco anos em que ela fugira para outro país. Disse que a procurou, que mandou e-mails, disse ter ficado desesperado achando que ela poderia ter sido seqüestrada, assassinada, ou coisa parecida, até encontrar com uma amiga em comum, que contou toda a história da viagem. Ele se calou e a fitou. Ela não sabia o que dizer, a não ser um sinto muito envergonhado. Olhando para a mesa, viu que ele havia se casado. Sentiu seu coração apertar. Não deveria ter fugido, deveria ter dito alguma coisa. Começou a chorar!
De repente, estava falando tudo. Sobre seus sentimentos, seus ciúmes, suas inseguranças, que nunca quis perdê-lo como amigo, por isso não assumiu sua paixão. Ele esperou ela falar e contou que também era apaixonado por ela, mas não quis estragar nada. Mas que agora era tarde demais, pois estava casado e com filhos. Que aquele amor que sentiu ficou ressentido, que mudou, que nem a amizade sobrou.
Ficaram em silêncio por alguns minutos. Ele levantou e com um beijo em sua testa, se despediu. Eles não se viram mais. Ela sentiu-se aliviada por ter falado com ele, apaixonou-se por outros homens, algumas mulheres, mas jamais esqueceu aquele cheiro, aquele olhar, aquela voz que a fazia paralisar.
17 de novembro de 2008
12 de novembro de 2008
25 de outubro de 2008
O sorriso da srta. M
14 de outubro de 2008
Crônica de uma memória e de uma paixão
13 de outubro de 2008
Para viver um grande amor - Vinicius de Moraes
8 de outubro de 2008
5 de outubro de 2008
Na semi-escuridão de minha sala
Com sons de palmas vindas da música
Fumaça indo e vindo do meu corpo
Leveza fluindo pelo sangue-corrente-vermelho
Agora falta a moça que me escapa
Que me encanta
Que me suga da realidade virtual
Caê-Carol-poesia
Viro de um lado para outro
E cá estou...
Vivo líquido sonho realidade
30 de setembro de 2008
29 de setembro de 2008
Nove mil anjos

23 de setembro de 2008
As palavras escorrem pelo meu corpo
De meus ouvidos não sai nada
E nada entra, tampouco
O seu reflexo no espelho
Traz lembranças boas que jamais esquecerei
Os sonhos se desfazem como algodão doce
Meus sentidos esvaíram sangue
Eu não sou mais eu
Eu me perdi na imensidão do seu olhar
E você partiu sem me dar uma chance
Não consegui alcançar seu coração
Nem pegar em sua mão
Apenas seu olhar no meu
Segundos que não me deixam
Segundos que não quero apagar.
22 de setembro de 2008
Não quer dizer que não vá querer" - Vai saber, Adriana Calcanhotto
Quero mergulhar na meiguice de seus olhos
Me perder no seu corpo,
Tendo sua mão como bússola
Posso viajar longe,
Posso querer, posso te querer
Incrivelmente, hoje, você está iluminada
Assim, posso até me apaixonar!
19 de setembro de 2008
Olhem só o selinho que recebi da Lunna, do blog Acqua. Valeu valeu valeu!!!

Indico este selo para:
Brechó do Carioca, do Luiz Carioca
Eutanasia, da Ana Regina
Desbunde, da Camila Marins
Cats. Imprensa. Idéias, Fotos, Filmes...., da Glaucia Santinello
Acqua, da Lunna
Bjosssss....
9 de setembro de 2008
Se
4 de setembro de 2008
"Viver e não ter a vergonha de ser feliz!"
Agora e sempre.
Amém.
3 de setembro de 2008
29 de agosto de 2008
25 de agosto de 2008
Crônicas de um engano
-Bom dia, a senhora Carolina, por favor?
-Sou eu!
-Dona Carolina, meu nome é Fulana, da NET, me perdoe mas cometi um engano com seu noivo!
(Assustada)
-Noivo?
-Sim, o senhor Roberto!
-Mas o Roberto não é meu noivo!
-Desculpe senhora Carolina...
À noite uma janelinha do MSN pisca:
-E aí mamãe, como é que vai essa força?
-Mamãe? Hoje acordo noiva e dormirei mamãe...
-É, lembra o meu portifólio que você editou?
Acho que nem vou dormir de susto! Já me imaginei num filme: fui pra Las Vegas, bebi demais, casei e virei mamãe!!! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK....
23 de agosto de 2008
Medo
21 de agosto de 2008
20 de agosto de 2008
17 de agosto de 2008
Mais uma para Adriana Calcanhotto
No meio da multidão, eu era mais uma gritando. Mais uma cantando. Mas estava fascinada. Quando as luzes se apagaram, os músicos foram entrando, ela, toda vermelha em sua imensidão e com olhos da cor do mar que brilhavam com as luzes, entrou com seu jeito faceiro, brincando com a gente. Jogou ao chão uma capa brilhante e sentou em seu banco e começou cantando "Maré". Até então, eu com meus 1,55m de altura via alguns relances dela, mas quando o cara alto saiu da minha frente, noooooooooossaaaaaaaaa!!!
Ela estava linda. Reluzente! Cantou todas as músicas do álbum "Maré" e alguns sucessos, além de cantar uma música que ela escreveu para Mart'nália (gravado originalmente por Marisa Monte), cantou também uma homenagem ao Caymmi (que vai nos deixar saudade) e uma do Guilherme Arantes, que na voz dela ficou MA-RA-VI-LHO-SA! Além de tocar violoncelo!
Dos shows que assisti, o da Adriana Calcanhotto foi o que mais gostei. Gostei não. Amei. Os músicos são competentes pra caramba! Pena que a bateria da minha máquina fotográfica resolveu dar "peti" e tive que usar o celular, com sua resolução mínima, para tirar fotos.
Esse show vai ficar em minha mente por muito tempo. Nem dormi direito à noite. Eu poderia ter passado a noite inteira escutando e vendo-a cantar.
Fã é fã. Seja aqui ou na China. (Risos)
14 de agosto de 2008
Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego
Ai, meu caro amigo Pessoa! Se soubesses o quanto me desassossega! O quanto suas palavras fazem com que minha alma vibre ao saber que não sou única no mundo. Que não é só os meus tormentos que me fazem desassossegada. Não sabes que quando o leio, todas suas palavras vão se tornando parte de mim. Tomando conta de meu coração e fazendo-me chorar, ora de alegria, ora de tristeza.
Em tempos como esse, onde me escondo e me mostro, quando me atinjo e me protejo, seu livro é que me confortas! Porque lê-lo me faz esquecer. E faz-me escrever também! E como você mesmo diz "escrever é esquecer".
7 de agosto de 2008
Último suspiro
6 de agosto de 2008
Bohemian Rhapsody - Queen
http://www.youtube.com/watch?v=irp8CNj9qBI
3 de agosto de 2008
*inspirado na música Sparks, do Coldplay
2 de agosto de 2008
30 de julho de 2008
Quero que toquem “Claire de Lune” em meu velório,
Assim, a lua virá me ver eternamente
E saberá que ali jaz um corpo que a amou
Que escreveu poesias em sua homenagem
Que manteve a fé até a última estrela
Que ali jaz um corpo ainda sedento de paixão
Que o olhar procura na multidão desolada
Um resto de sonho,
Um resto de amor,
Respeito e paixão.
23 de julho de 2008
Questão de pele
O meu desejo é meu
O amor que guardo não te pertence
Apenas me possui
Me lambe
Me goza
Me esfola
O seu olhar é meu
Sua mão me persegue
O meu gosto é teu perfume
Te possuo
Te lambo
Te gozo
Te esfolo
18 de julho de 2008
Amar também é bom: porque o amor é difícil. O amor de duas criaturas humanas talvez seja a tarefa mais difícil que nos foi imposta, a maior e última prova, a obra para a qual todas as outras são apenas uma preparação.
(...) para quem ama, o amor, por muito tempo e pela vida afora, é solidão, isolamento cada vez mais intenso e profundo. O amor, antes de tudo, não é o que se chama entregar-se, confundir-se, unir-se a outra pessoa. (...) O amor é uma ocasião sublime para o indivíduo amadurecer, tornar-se algo em si mesmo, tornar-se um mundo para si, por causa de um outro ser; é uma grande e ilimitada exigência que se lhe faz, uma escolha e um chamado para longe."
Rainer Maria Rilke
15 de julho de 2008
depois daqui, só ponto final.
depois do ponto final, eu recomeço.
13 de julho de 2008
Seu sorriso paraliza tudo a sua volta
Meu corpo treme pelo seu toque
A fragrância das flores impregna o ar
Os tambores tocam, me hipnotizando
Te pocuro como opostos que se atraem
Me traio quando te desejo
Como posso te dar meu coração, se minha alma já sangra seu corpo?
Como posso ter seu coração, se sua alma sangra outros corpos?
Top 10 - Músicas que tocam meu coração
2- Bem que se quis - Marisa Monte
3- Telegrama - Zeca Baleiro
4- Casa no campo - Elis Regina
5- Lenda - Céu
6- Codinome Beija-flor - Cazuza
7- Beatriz - Chico Buarque
8- Meu mundo ficaria completo... com você - Cássia Eller
9- Nebulosa do amor - Paralamas do Sucesso
10- É mágoa - Ana Carolina
*Não, necessariamente, nessa ordem...
11 de julho de 2008
8 de julho de 2008
Homenagem a Cazuza

Cantou a vida, a morte, o amor, o desamor, o Brasil, o rock. Ultrapassou seu limite, abusou de sua vida, viu a cara da morte e, numa manhã, foi com ela. Alguns anos atrás, escrevi uma poesia em homenagem a esse poeta que tanto gosto. Vou deixá-la aqui:
Ah, esse cara!
Será exagerado?
Ou uma ideologia?
Ah vida, louca vida
O tempo não pára nem para respirar
Eu, talvez, tenha uma boa vida
Mas com todo o amor que houver nessa vida
Pegarei um trem para as estrelas e depois voltarei para o Brasil
Em quase um segundo, viajando pelo mundo
E minha flor, meu bebê, talvez seja você
Que faz parte do meu show, da minha vida,
Na balada de um vagabundo, no blues da piedade
E, mais tarde, eu tenha um rock da descerebração
Porque só as mães são felizes e meu cúmplice sumiu
E não será mal nenhum gostar de ti, de tuas músicas,
Pois, como ele disse, o nosso amor a gente inventa
E é por isso que eu inventei meu amor por você
Que será sempre meu poeta, nosso poeta,
Nesse mundo de sei lá o quê
E um dia na vida hei de te encontrar no outro mundo
E as boas novas será um encontro emocionante,
5 de julho de 2008
Homenagem a Adriana Calcanhotto
Sua voz suave me inebria com palavras doces e sinceras
Eu imagino onde será que você está agora?
Faço viagens dentro de mim
Rumo para caminhos desconhecidos
Para um infinito que cabe no vazio
Vagueio pela sala, rolo na cama
Esse olhar me persegue
Me desnorteia
Estou em milhares de lugares
Estou repartida
Sangro vozes de desejo
Por onde andarei?
Onde será que você está?
Onde será que você está, agora?
3 de julho de 2008
2 de julho de 2008
1 de julho de 2008
viajando ao som de jamiroquai - everyday
Venha cá, mais perto
Dance comigo.
Pense comigo.
Grite comigo.
Ame comigo.
Passe sua mão em minha cintura, encoste seu rosto ao meu
Sussurre em meus ouvidos todas aquelas palavras obscenas
Encontre seu olhar com o meu
Tire sua blusa e se esfregue em mim
Deixe-me sentir seu cheiro saboroso de flor
Sua boca molhando minha boca seca de sede
A música se repete em minha mente
A cena se repete em minha mente
Você aqui!
Há êxtase maior que esse?
Talvez
Seus olhos azuis
Duas imensas gotas do mar
Meu martírio, minha decadência.
Seus lábios
Lábios que nunca tocarei, beijarei
Minha tentação, minha agonia.
Suas mãos
Jamais tocarão as minhas
Meu coração, minha canção.
Seu corpo
Nunca juntará com o meu
Minha metade, sua metade.
Eu, você, nós
Talvez nos encontremos,
Nos amaremos
Mas continua sendo somente um talvez...
28 de junho de 2008
Dor sufocada
Choro abafado
A noite limpa, estrelas brilhando
Vento batendo em meu corpo nu
Mente nua
Feridas abertas, cicatrizando
Olhando dentro do coração
Plantas crescendo, plenamente
Trazendo minha mente para um plano superior
A solidão é boa, até um ponto
Com quem conversar sobre o que senti?
A música vai tocando meu corpo
Fecho os olhos
Corro por aí.
Estou aqui.
Estou, apenas.
E falando no Meias palavras, eu o atualizei. A nova resenha é do livro O Perfume, de Patrick Süskind. No post sobre olfato aguçado do dia 17 de junho, a Ana deu a dica para eu ler esse livro e como já havia lido há algum tempo, além de ter assistido ao filme, aproveitei e postei a resenha lá no meu outro blog.
Espero que vocês gostem!
Bjo grande a todos e sejam sempre bem vindos!
24 de junho de 2008
O sonho foi embora como um raio
A voz desapareceu pela escuridão
O corpo derreteu como gelo
A vida fluiu
O olhar morreu
O tesão ejaculou em outros cantos
O mundo paralisou
Enquanto isso, estava aqui sentada
Lendo um livro
Sorrindo para sua fotografia
Pensando em quantas oportunidades perdidas
Nas palavras não ditas
No sufoco do desejo
No refrão de uma música.
22 de junho de 2008
Para você...
"Como se te perdesse, assim te quero.
Como se não te visse (favas douradas
Sob um amarelo) assim te apreendo brusco
Inamovível, e te respiro inteiro
Um arco-íris de ar em águas profundas.
Como se tudo o mais me permitisses,
A mim me fotografo nuns portões de ferro
Ocres, altos, e eu mesma diluída e mínima
No dissoluto de toda despedida.
Como se te perdesse nos trens, nas estações
Ou contornando um círculo de águas
Removente ave, assim te somo a mim:
De redes e de anseios inundada."
Hilda Hilst, Amavisse, II
20 de junho de 2008
17 de junho de 2008
Olfato aguçado
Alguém saberia me explicar o que está acontecendo?
11 de junho de 2008
Quero encontrar a lua iluminando meu quarto quando abrir meus olhos e ver você deitada, nua, em minha cama. Acariciar suas costas. Beijar sua nuca. Ler poesia em seu ouvido. As palavras mastigam minha mente. Não consigo dizer tudo o que quero. Elas paralisam. Você continua a dormir. Saio da cama e vou para varanda fumar um cigarro. Realidade ou sonho? Tudo é muito confuso neste segundo. A vida vai passando devagar aos nossos olhos. Um carro passa buzinando e te acorda. Ao levantar me procura pela casa e segue a fumaça com cheiro de menta. Senta ao meu lado e encosta a cabeça em meu ombro. A lua está linda! Ficamos assim até o sol nascer e trazer a realidade diária para nossos corpos tocados pelo desejo da paixão.
8 de junho de 2008
Caminhada em noite agradável
Acho que deveria ter mais pessoas assim, que não tem vergonha de mostrar quem são. Homens andando de mãos dadas ou abraçados com outros homens. Mulheres com mulheres. O amor é infinito e não existe sexo. Sentimento não tem sexo!
Eu não sei se eu teria coragem. Mesmo porque jamais namorei alguém que tivesse coragem de se mostrar dessa maneira. Como estamos no mês da diversidade sexual, achei que seria uma história linda e interessante de se contar aqui. Vamos dizer não à homofobia! E, se alguém presenciar alguma manifestação homofóbica, denuncie, pois homofobia é crime!
4 de junho de 2008

Impregna o ar
Com gosto de morango-erva
Gosto de morango de Eva
Lua verde e rosa
Roça o ar de nossas almas
Inspiradoramente
Olfativamente
Sabores inéditos a estes encontros
À luz da lua alta
Á luz de velas
Ronco de água borbulhante
Pandeiro, flauta, derbaque
Silêncio, descanso, roda
Descansa o silêncio nos lábios
Distraídos ao sabor de rodelas aromáticas de fumaça
O debarque apalpa nossos poros enlanguescidos
Chacoalhados pelo mate
Palpos
Apalpos
Popópópó
Poros no parapeito da janela
Cheiro de vela
De morango-fumaça
Mate-puro
Noite doce
Olhos enquadrados
Vela apagada
Luz acesa
Fumaça...
Fumaça...
Morango...
escrito por mim, claudia, fernando, angela e miwa
3 de junho de 2008
O sonho foi embora como um raio
A voz desapareceu pela escuridão
O corpo derreteu como gelo
A vida fluiu
O olhar morreu
O tesão ejaculou em outros cantos
O mundo paralisou
Lendo um livro
Sorrindo para sua fotografia
Pensando em quantas oportunidades perdidas
Nas palavras não ditas
No sufoco do desejo
No refrão de uma música
27 de maio de 2008
Toda sexta-feira tem algo para se fazer, certo? Quase certo. Ultimamente tenho sentido um desejo enorme de acreditar nisso! Aqui, em meu apartamento, computador ligado, o rádio tocando o melhor do soul e na varanda olhando a lua, fumando meu cigarro de menta, com um copo de vinho na mão e o pensamento nas estrelas. Acredito que toda sexta-feira possa ter um significado para mim, afinal depois de sair de uma cidade em que esse dia a única opção seja vagar pela avenida e gastar gasolina, hoje me sinto cansada demais para me divertir. O trabalho foi puxado, muitas matérias, muitas informações a serem passadas, que cheguei e o único exercício que consegui fazer foi preparar a janta!
Uma amiga ligou e me chamou para irmos a um barzinho, mas eu só queria é ficar quieta um pouco, pensando. Mais um gole de vinho. Mais um trago no cigarro. A música me embala e fecho os olhos. A lua parece conversar comigo, dizendo que sou sua amiga e que me ama da mesma maneira que a amo. Aquela ligação que nunca foi feita passa pela minha cabeça, aquele beijo que nunca foi roubado me atormenta até hoje, aquela conversa que adiei machuca meu coração!
O telefone toca e deixo a secretária eletrônica atender. Ela me ligando. Ela me atormentando. Sua voz misturada com a música que toca, me excita. Dois ingredientes infalíveis! Seu sussurro me derrete. Não atendo o telefone do mesmo jeito, deixo meu corpo sentir. Apenas sentir é o que quero fazer nesse momento. Mais um gole do vinho. Inebriante. Mais um trago no cigarro. Fumaça fazendo desenhos no ar. A leve brisa que acaricia meu rosto me estremece.
É assim que quero terminar minha noite: com essa brisa me acariciando, sua voz e a música me excitando, o vinho correndo pelo meu sangue, anestesiando-me, e o cigarro me fazendo viajar em sua fumaça desconexa.
24 de maio de 2008
23 de maio de 2008
Estou procurando algo assim na internet há algum tempo e não consigo achar nada... Snif, snif...
Hoje foi um dia diferente. Meu óculos novo ficou pronto e estou me sentindo outra pessoa. Fiquei muito diferente. Depois um amigo veio me visitar e ficamos aqui conversando sobre música. No fim da tarde fui ao Kung Fu, mas não teve treino, fomos caminhar na Lagoa. E agora acabei de chegar da casa de uns amigos, onde ficamos escutando música árabe, fumando narguilé, tomando chimarrão, poetisando, conversando e dando risada. Ah, ainda ganhei o meu primeiro lápis de olho, além de um ingresso para assistir ao novo Indiana Jones!!! Hahahahaha... Estou ficando chique!
18 de maio de 2008
15 de maio de 2008
Os erros que cometemos
Essa é a frase do meu dia! Aliás, da minha noite. Tenho pensado demais nisso e sempre chego no mesmo resultado: eu persigo meus erros! É sério! Até seria cômico se não fosse trágico. Eu sei que errei em algumas coisas e sei que situações me fizeram errar e persistir, mas eu não deveria ter aprendido com isso? Então porque agora esses erros voltaram a me assombrar? Sinto muito medo, às vezes, de fazer uma burrice. Não uma burrice do tipo "vou me matar", não! Burrice do tipo "porque fiz isso se sabia que iria me fazer mal?"!
Sei lá. Fico muito confusa nessas horas. E apesar de pensar demais, sempre racionalizo para o fim mais depressivo: penso, penso, penso e não faço nada, ou seja, nunca vou saber o que teria acontecido se tivesse ido até o fim, mas fico imaginando trocentos mil desfechos para uma só história.
É, eu tinha que ser escritora! (Risos)
6 de maio de 2008
Sonho
27 de abril de 2008
10 de abril de 2008
5 de abril de 2008
Desafio aos Leitores com Essência
Fui convidada por Sandra a participar de um desafio: o Desafio aos Leitores com Essência! Esse desafio é escolher um livro que tenha palavras que fizeram você pensar, que puderam mudar um pouco sua vida. Um livro que você guarda com o maior carinho, digamos assim! E o desafio é partilhar esse livro com outros leitores. Esse parágrafo que escreverei é interessante pela última fase, e foi o que mais me chamou atenção quando li, além de adorar esse livro.
"MORGANA FALA...
Em vida, chamaram-me de muitas coisas: irmã, amante, sacerdotisa, maga, rainha. Na verdade, cheguei agora a ser maga, e poderá vir um tempo em que tais coisas devam ser conhecidas. Verdadeiramente, porém, creio que os cristãos dirão a última palavra. O mundo das fadas afasta-se cada vez mais daquele em que Cristo predomina. Nada tenho contra Cristo, apenas contra os seus sacerdotes, que chamam a Grande Deusa de demônio e negam o seu poder no mundo. Alegam que, no máximo, esse seu poder foi o de Satã. Ou vestem-na com o manto azul da Senhora de Nazaré - que realmente foi oderosa, ao seu modo -, que, dizem, foi sempre virgem. Mas o que pode uma virgem saber das mágoas e labutas da humanidade?"
A partir de então, minha visão religiosa começou a mudar. Este parágrafo é do livro As Brumas de Avalon - A Senhora da magia, o primeiro de uma série de quatro livros.frase extraída da página 9
3 de abril de 2008
Chuva

Como gosto de escutar a chuva em minha janela
Como gosto de ver os pingos se encontrarem no asfalto
Ler com a chuva
Como gosto de tomar banho de chuva, mesmo que seja só de vez em quando
Como gosto de pensar que o mundo é uma ilha, quando se está chovendo
Sentir-me só em dia de chuva dá preguiça
Em dia de chuva dá vontade de assistir filme e comer pipoca com guaraná
Ah! como adoro dormir escutando a chuva em minha janela, como se ela estivesse me acariciando.
1 de abril de 2008
24 de março de 2008
4 de março de 2008
A carta - pt. 2
Sua mão tremia tanto que não conseguia segurar a carta. Seu pai nunca tinha segredos com ela. Quando criança adorava ouvir seu pai contando sobre seu nascimento. “Mas eu também tive outro filho. Com outra mulher, por quem me apaixonei perdidamente! Ela já desencarnou, assim como o menino. Eles morreram num acidente de carro quando viajavam para o Rio de Janeiro, há seis anos atrás. Lembra-se como fiquei deprimido naquele mês de fevereiro? Você ficou preocupada e tentava me animar, achando que eu estava deprimido porque tinha me aposentado e não tinha mais o que fazer.” Essa revelação foi terrível, mas sempre desconfiou da depressão do pai, depois de ter visto aquela matéria no jornal. Ficou por muito tempo triste e ela ficou desesperada querendo ajudá-lo e não conseguido.
“Se você achar que deve, fale sobre isso com sua mãe. Ela sempre desconfiou que eu a traía, mas eu sempre neguei, claro. Não queria magoá-la! Nem a você, minha queridinha. O fato é que eu comecei a ter estranhos esquecimentos e fui ver o que era. Fiz vários exames e o resultado foi o que mais temia: o mal de Alzheimer começou a me atacar. Meu avô teve essa doença e foi terrível vê-lo num asilo, entretido em seu próprio mundo, esquecendo-se de tudo e de todos. Não queria ter o mesmo destino. Quero sempre lembrar de sua mãe, a quem eu amei muito no começo, mas que depois me deu a maior alegria de minha vida: você! Também amei meu outro filho, mas ele era homem, mais independente. Você sempre foi minha princesinha! Quero que vocês se lembrem de mim como aquele homem risonho e feliz que sempre fui ao lado de quem amei! Não estou sendo covarde, estou sendo burro, eu sei. Acho errado o que farei, mas não quero deixá-las tristes porque não consigo me lembrar de nossas maiores felicidades em vida.”
Ela já não sabia mais o que pensar, nem o que fazer. Ligar pra sua mãe? Dizer que o pai mandou uma última carta se despedindo, dizendo que a traiu e teve outro filho, que estão mortos? Dizer que aquele homem a quem tanto amou se matou por medo de uma doença?
Ele finalizava a carta dizendo que as amava, que sentiria saudade e que um dia as reencontraria, talvez em outra vida. Mandava beijos e abraços e muito sucesso. Sempre terminava as cartas friamente, mandando saudações e felicitações, como se fossem distantes, mas o conteúdo sempre era emocionante e cheio de carinho e amor. Não entendia a atitude de seu pai. Ele sempre contava com elas para tudo e também sempre esteve por perto.
Saiu da absorção com a música na vitrola. Levantou-se e a desligou. Voltou a sentar no sofá, pensando, cansada. Deitou, abraçou a almofada e chorou. Chorou até dormir.